sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Aventuras de compras de Natal

Por confusões de família, fui obrigada a comprar meus presentes de Natal no dia 23, o segundo pior dia para se fazer isso - só não ganha do desespero do 24, onde você entra no clima "matar ou morrer" do comércio antes de ir para a ceia.

Um breve relato da minha saga:

Fui a uma loja de chocolates comprar um presente para meu pai. A mocinha que nos atendeu estava tão estressada, tadinha! Havia caixas e caixas de trufas atrás dela, e eu acho que ficar repetindo aqueles sabores mil vezes ao dia, para cada cliente que entrava, deve tê-la esgotado. Realmente, ficar recitando aquele poema doce de “maracujá, limão, coco, meio amargo, natural e rum” o dia todo deve ser um porre!
Quando perguntei se não havia um saquinho de presente para as trufas, ela respondeu, seca:
- Depois.
Eu deveria ter me aborrecido com a falta de tato, mas acabei ficando com pena dela. Acho que ela precisava mesmo era de um abraço.

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Minha mãe queria uma sandália de presente. Na mesma loja, eu vi um sapatênis (com trocadilho, por favor!) que gostei, e pedimos à Vendedora que trouxesse ambos no 36 para experimentarmos.
Ela demorou tanto no estoque que fiquei imaginando que os sapatos deveriam estar armazenados em um mundo mágico, feito a toca do coelho da Alice. Eu realmente estava esperando que o Chapeleiro Maluco descesse de lá com os sapatos na cartola. Fiquei muito frustrada quando ela apareceu no alto da escada... Para piorar, veio com a sandália de mamãe com a cor trocada e sem meu sapatênis. Tanta espera para isso?

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Mamãe se encontrou com uma amiga na galeria, que a abraçou toda efusiva e, olhando para mim, perguntou:
- Sua filha?
A piada era boa DEMAIS para passar em branco. Respondi:
- Minha mãe.
Ela ficou meio puta:
- Claro, é óbvio.
Para se vingar, ela mandou, na lata:
- Qual sua idade?
- 31.
- Você é casada?
Quase respondi, Não, sou lésbica. Mas obviamente me contive e apenas disse, Não, ainda não.
Já é a segunda vez que me perguntam isso essa semana, que falta de assunto! Pergunta se eu falo chinês, se eu dirijo ônibus, se sei consertar bicicletas, se entendo de Física Quântica, se já acabei minhas compras, sei lá, pergunta qualquer coisa! Mas me poupe desse assunto banal, faça-me o favor!

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Últimos presentes do dia, titia e vovó. Resolvi atacar de O Boticário. Tomei um susto ao entrar na loja: estava bombando de gente, tinha até porteiro controlando o fluxo para a mulherada entrar e sair organizadamente. Pensei com meus botões, Com esse movimento todo, vamos ter gente limpinha e cheirosa até o Carnaval!

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E hoje é dia de ceia em família, que maravilha! Dia de passar raiva caprichando no presente do amigo oculto e ganhando porcaria; de ouvir pela enésima vez sua avó te perguntar se você não tem um “namoradinho” e ter que dar as mesmas respostas bobas – “trabalho/falta de tempo/não achei o cara certo ainda” – de sempre; de morrer de raiva porque sua irmã pode levar o namorado para a ceia e você não; de agüentar seus primos casados falando de filhos enquanto você fica muda, entre outras coisas.
Mas se é para celebrar o aniversário de Cristo, então pratique o amor fraterno e tenha paciência com os parentes, é só por uma noite e passa rápido!

Feliz Natal, leitoras!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sobre o processo criativo

Em troca de tweets ontem, eu indaguei à querida Crisão, do blog Outro dia qualquer, como ela conseguia tanta inspiração para escrever quase que diariamente, enquanto eu estou aqui há quase três semanas sem conseguir texto algum. Ela me respondeu com um belo post falando sobre o assunto, aqui. E como meu comentário lá estava ficando grande demais, resolvi trazer a conversa para cá, dando prosseguimento a essa gostosa interação que os blogs permitem.

Crisão, enquanto você queria exorcizar seus demônios com o blog, eu queria apenas me divertir. Eu também nunca tive muita paciência para blogs com cara de diário, onde as pessoas ficavam falando somente da rotina delas e não discutiam idéias e fatos. Só que às vezes a gente acaba caindo nessa tentação de se abrir mais do que deveria e, para mim, isso trouxe algumas conseqüências que não me agradaram. Há alguns dias eu ouvi umas críticas pesadas ao meu blog, que me chatearam bastante, por dois motivos. Primeiro, porque vieram de alguém cuja opinião era importante para mim naquele momento, não foi uma crítica vazia de um desconhecido. E segundo, porque o blog é algo pelo qual tenho muito carinho, pois foi construído post a post em mais de dois anos, não gosto de vê-lo atacado... Esse incidente foi a raiz do bloqueio criativo, e por isso agora fico "travada" para escrever. Não que eu concorde com tudo o que foi dito, mas eu não fiquei indiferente àquela análise e isso me fez repensar a cara que o blog deveria ter.

Eu concordo com a sua teoria do continuum - é preciso uma linha de pensamento, ou o blog acaba se perdendo em posts que não fazem sentido entre si. Nosso foco aqui sempre foi o humor, mesmo quando discutimos alguns assuntos mais sérios. O problema é que esse fim de ano foi pesado demais para mim, e anda me faltando justamente isso, humor! Eu perdi a verve nessas últimas semanas e tem sido penoso recuperá-la. Sei que é só uma fase, já passei por isso antes, mas até que ela vá embora, vou ficar aqui nessa agonia de querer me expressar e não conseguir!

Quanto à obrigação da escrita, é impossível se livrar dela. Porque quando a gente se dispõe a ter um blog, faz um acordo tácito com os leitores, qual seja, o de escrever com alguma freqüência. Até porque todo blogueiro é, com maior ou menor intensidade, um pequeno narcisista que quer as pessoas lendo e pensando sobre o que ele diz. Não fosse isso, escreveria no Word quando bem entendesse e salvaria seus pensamentos no HD...

E sobre a meditação, já a tenho praticado em longas caminhadas de fim de tarde em belo cenário aqui na minha cidade. O ar fresco tem sido combustível para boas reflexões ultimamente.

Como a conversa está interessante, gostaria de convidar outras blogueiras a darem prosseguimento ao assunto. Como é o processo criativo de vocês? De onde vem a inspiração e o que as motiva a escrever?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ensopadinha

Dentista Aristocrático diz:
Mudando de assunto pra acalmar...
Que porra de chuva é essa??
Não agüento mais!!

Alice diz:
Tá um porre isso!
A obra hoje tava o caos!
PQP!
Só lama!

Dentista Aristocrático diz:
Imagino!!!

Alice diz:
Trabalhando eu nem ligo, mas qualquer coisa que envolva sair à rua vira uma aventura.

Dentista Aristocrático diz:
Hoje me ensopei três vezes...

Alice diz:
Pra mulher, ficar ensopada desse jeito não é o que se quer...
Uhauhauahauha

Dentista Aristocrático diz:
Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Muito boa!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Sapa e a Formiga


Era uma vez uma Sapa cantante, que passava todo o verão em bares lésbicos, tocando violão e cantando MPB. Levava uma vida boêmia, tomando breja e seduzindo girinas. Não se preocupava com o futuro, pois queria viver intensamente aquela rotina de prazeres fugazes.

Chegava em casa com o sol nascendo, e ia dormir quando todos acordavam para trabalhar. Passava todos os dias em frente ao formigueiro, e era sempre repreendida pela Formiga:
- Você não se cansa dessa vida promíscua e vazia, sem compromisso com o futuro?
- Deixe de ser tão responsável, Formiga! Você trabalha demais e se diverte pouco! Você devia sair comigo qualquer noite dessas, dizia a Sapa em tom matreiro, dando uma piscadinha de olho para a Formiga (que não era de se jogar fora).

Então chegou o inverno e os bares se esvaziaram. Os bichos se recolheram em suas tocas e a vida noturna esfriou. E a Sapa não tinha mais onde cantar, e faltou dinheiro de cachê para comprar cerveja e o jantar.
Então a Sapa bateu à porta da Formiga:
- Formiga, me ajude! Estou sem bar para tocar e minha geladeira não tem mais breja!
- Você deveria ter ouvido meus conselhos, Sapa! A vida não é feita só de mulheres e bebida. Mas vou te ajudar, porque você é uma sapa talentosa.

A Formiga, influente que era, entrou em contato com gravadoras mil, e enviou vários demos da Sapa. Um produtor gostou do que ouviu, e achou que aquela voz macia merecia uma chance.
Logo a Sapa estourava na parada de sucessos e tinha música tocando na novela das 7. E a Formiga deixava seu trabalho no formigueiro para se dedicar à vida de empresária da Sapa.

As girinas voavam em cima da Sapa nos shows, mas ela não queria mais aqueles amores de uma noite só. Queria mesmo a Formiga, que a havia tirado da vida boêmia e valorizado seu talento.

Então a Sapa criou coragem e se declarou. E descobriu que a Formiga se apaixonara bem antes, quando a ouvira cantar docemente no estúdio. E as duas viveram felizes para sempre, morando em uma mansão enorme com uma geladeira duplex que nunca ficava sem cerveja.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

100.000!

Em janeiro de 2009, eu e Rainha de Copas fizemos alguns pedidos para o ano que estava nascendo e trazia em si aquelas esperanças que toda a humanidade renova a cada réveillon.

Daqueles pedidos, a namorada eu consegui, e com ela fiz muitas viagens felizes; mas o namoro acabou esse ano, e o desejo de novas viagens ao lado de outra namorada foi renovado.

O casamento gay ainda não foi reconhecido oficialmente e não podemos matar a CNBB de raiva, no entanto alguns passos foram dados nessa longa caminhada. A Receita Federal já nos reconhece como dependentes, e se o Fisco consegue nos enxergar, outros órgãos e entidades um dia também o farão.

Demonstrar carinho em público ainda não é tão tranqüilo quanto eu gostaria, mas acho que isso também virá aos poucos. Em algumas cidades mais liberais já é possível dar um selinho sem ser apedrejada feito uma iraniana adúltera.

Por fim, o último desejo feito na época: que o blog fosse um sucesso e atingisse 100.000 acessos.

O que era um sonho megalomaníaco, hoje eu tenho prazer de anunciar que conseguimos: batemos hoje a marca dos 100.000!

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Estatísticas de acesso Power Phlogger:
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http://aliceinlesboland.blogspot.com/
Número de visitas desde 27/04/2008: 100000


É um número tão grandioso para mim, que fica até difícil imaginar 100.000 pessoas lendo o que escrevemos ao longo desses 2 anos e 7 meses de blog.

Quando começamos, eu e Rainha de Copas queríamos apenas nos divertir, e ocasionalmente fazer algumas pessoas rirem conosco. Não tínhamos a menor pretensão de conquistar seguidores (o Blogger me informa que são 243 hoje!).

Depois de 216 posts (quanta bobagem foi dita, meu Deus!), posso dizer que o objetivo foi cumprido: nós nos divertimos até hoje com o que escrevemos e tem sido um grande prazer essa troca com as leitoras e os blogs amigos.

Às vezes eu fico um pouco ausente por motivos de trabalho ou pessoais, e sinto uma culpa enorme quando deixo o blog abandonado. Sabe aquele remorso de mãe que trabalha demais e não dá atenção ao filho? Então, é esse o sentimento. Mas aí eu me esforço para voltar, porque sei que pelo menos essas 243 pessoas gostam do que falamos por aqui, e não posso decepcioná-las. (E eu também, confesso, me divirto um bocado com os nossos textos: eu rio sozinha várias vezes quando reviso alguns posts antes de publicá-los. Só clico no botãozinho laranja "Publicar postagem" se eu pensar, "Isso está muito engraçado!" ou "Este texto ficou bom.": sou a maior crítica de mim mesma).

Então, leitoras e blogueiras amigas, dedicamos este post dos 100.000 a vocês, que nos lêem, comentam, riem, criticam, sugerem; participam, enfim, desse nosso espaço. Obrigada por nos acompanharem, vocês são a maior razão da nossa dedicação.



Um brinde a vocês!

Beijos de Lesboland,

Alice

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sobre adesivos e carros


Outro dia vi um adesivo engraçado em um carro e até comentei sobre o assunto no Twitter.
Estava escrito: Rastreado pelos olhos de Jeová, e ocupava todo o vidro traseiro.
Tinha um olho junto, para ilustrar a coisa e incrementar a breguice. Algo assim:


O mais divertido é imaginar Jeová, uma entidade puramente abstrata, com olhos. E iguais aos nossos! Aliás, quantos seriam? Acho que ele precisaria de muitos, são mais de 1 bilhão de carros em circulação no planeta para tomar conta. Tadinho, ele deve ficar até estrábico acompanhando tanta gente ao volante! O motorista só tem que torcer para Jeová não ficar míope, senão o fiel se perde na primeira encruzilhada e nunca mais volta para casa...

Outro que eu vi e também morri de rir: Rastreado por Jesus
Quando eu li, imaginei o Cristo lá no céu, segurando um GPS divino, com tela de 42.000 polegadas, tomando conta do trânsito do Brasil inteiro, para ver aonde o fanático vai se meter. Se ele se atrever a ir a algum lugar pecaminoso, tipo casa da amante, boate de strip-tease ou sauna gay, o GPS fala “Recalculando a rota” e o encaminha para o culto na igreja mais próxima.

Acho graça também dos adesivos incoerentes. Por exemplo, um carro tunado, de vidros pretos e rodas rebaixadas, tocando aquele funk proibidão que só fala em sacanagem, com um adesivo de... Rosário de Nossa Senhora!

Sou tigrão e dou um créu,
mas também rezo uma Ave Maria!

Ou aquele Ford Focus prata lindo, brilhando de novo, com motorista de terno e gravata, mas com um adesivo de... Cowboys!

Saí da roça, ganhei dinheiro,
mas minha alma ainda é rural!

Eu não uso adesivos no carro há muito tempo, e por um motivo bem prosaico: o automóvel fica fácil de ser identificado e associado a você. E para quem mora em uma cidade que não é tão grande assim, acaba sendo difícil inventar uma desculpa quando alguém vê seu veículo estacionado em frente a uma boate gay ou quando você dá aquele beijo de cinema na mocinha sentada no banco do carona.
- Eu? Beijando mulher no meu carro? Tá doido???
- Era você sim! Tinha aquele adesivo da sapa verde saltitante no porta-malas!
- ...

E você, tem algum adesivo no carro? O que ele diz sobre a sua personalidade?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cara ou coroa?

Rainha de Copas diz:
Amiga, tô fudida!

Alice diz:
Por quê?

Rainha de Copas diz:
As duas querem me ver hoje!

Alice diz:
HAHAAHAHAHAHAHAH

Rainha de Copas diz:
Alanis tá no bar, num niver, quer me ver.
E Osklen quer que eu vá pra casa dela.

Alice diz:
Ai, como eu queria ter esse dilema hoje!

Rainha de Copas diz:
Sendo que se eu sair e não passar lá, ela vai passar aqui pra ver se meu carro tá na garagem.
Assim que ela fez da outra vez.
Tô fudida na farofa!

Alice diz:
Uai, passa no bar, depois inventa que você tem prova amanhã cedo, deixa o carro na garagem e vai de táxi pra casa da Osklen.
Pronto!
:)

Rainha de Copas diz:
Ai, tô fudida, não rola.
Que merda, ficar a pé, caralho!
Hoje é dia!

Alice diz:
Quem tudo quer tudo perde...

Rainha de Copas diz:
Osklen já tá desconfiada porque sabe que peguei Alanis.
Não sabe que continuo.
Ela tá no meu pé!
Tenho dormido lá todo dia.
Ela me cuida, me mima, me dá atenção.
Uma namoradonaaaaaaaaaaaaa.
Alanis é aquilo: pais não sabem, mas ela tem liberdade.
É nova, não é independente, mas é a namoradinha perfeita pra desfilar pela city.
E agora????

Alice diz:
Cara ou coroa?

Rainha de Copas diz:
Coroa!
Sempre!
Até no joguinho.
Hahahahahaha

Alice diz:
Huaaaaaaaaaaaaaaa

Rainha de Copas diz:
Blog! Merece!

Alice diz:
Agora!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Notas de viagem - BH - Out/10 - Parte III - Final

(Continuação)

Na fila, recebo ligação de Chapeleiro dizendo que os amigos dele não iriam mais. Fiquei naquela: entro sozinha? Vou para casa dormir? Eu já estava super frustrada de não ter saído para dançar no dia anterior, então resolvi arriscar: entraria sozinha e curtiria a noite.

Ouvi um rapaz atrás de mim reclamando com os amigos que o haviam deixado na mão. Pensei, É com esse que vou fazer amizade. Puxei papo e super colegamos enquanto esperávamos séculos para entrar. Ele também era de fora e havia acabado de ficar solteiro, então rolou uma afinidade instantânea.

A espera não valeu tanto assim: a Velvet estava mais para porão que para boate. Teto absurdamente baixo, local escuro, apertado e MUITO, MUITO cheio. Mas a música estava muito boa, então dançamos, rimos das figuras exóticas e nos divertimos um bocado. Na hora de ir embora, descobrimos que estávamos hospedados no mesmo prédio, e que o amigo dele era vizinho do meu - qual a probabilidade de isso acontecer? Pequena o bastante para eu achar engraçado e ficar feliz por ter alguém para dividir o táxi e me fazer companhia na volta.

Segunda

Chapeleiro batendo ponto no trabalho e eu livre, leve e solta na cidade grande. O que um bichinho do mato do interior faz na Capital quando tem chance? Vai bater perna no shopping, oras! Passei o dia no BH Shopping: comi crepe, comprei blusinhas na promoção na Zara, fiquei chocada com um relógio Mont Blanc de R$ 35.000,00 (o que ele faz para custar tão caro? Adivinha o futuro?) e tomei um café espresso delicioso antes de voltar para casa leve e merecidamente distraída.

À noite, Chapeleiro e seus amigos resolveram, de pura zoação, irem a uma boate gay mega trash, a Estação 2000. Fomos recebidos por uma drag toda montada e, ao entrarmos, o choque: os sofás tinham almofadas DOURADAS. Juro que quis bater uma foto, mas fiquei acanhada por ser a ÚNICA mulher do lugar.

Fomos para o segundo andar, onde funcionava a pista de dança. Tive uma surpresa: para quem está acostumada a ver só gay malhado, cheiroso, barbeado e vestido em roupas de grife, ver um universo de gays coroas, baixinhos, barrigudinhos, vestidos de roupa de liquidação foi muito estranho, confesso! A gente acaba criando um estereótipo do que é o público gay e se esquece que há todo um universo de pessoas diferentes em outros lugares.

Mas o melhor da noite mesmo foi o show de drags. Teve imitação do filme Mudança de Hábito, com um travesti negão enooorme de peruca armada vestido de freira; teve esquete de patroa x empregada; teve cena de duas travas brigando para ver quem tinha mais dinheiro... E a cereja do bolo: a imitação do Show da Xuxa. A bicha cantando as músicas, de chuquinha e roupa colorida, e falando todas as bobagens que a Xuxa jamais falaria no programa, ainda que ele passasse às três da manhã. Passamos MAL de tanto rir, especialmente quando tocou a música "Quem quer pão" e a trava mordia pães de sal e os arremessava na platéia. Hilário.

Terça

Voltei para casa mais leve depois de um fim de semana muito agradável longe de casa e dos problemas. Estar com os amigos queridos é sempre revigorante.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Notas de viagem - BH - Out/10 - Parte II


(Continuação)

Já que a The L estava fechada, fomos beber algo no “2010”, um bar à meia-luz aconchegante, de música suave e público selecionado.

Chapeleiro me disse que todo ano o bar troca de nome, adotando o número do ano. Achei graça e pensei que ele estivesse me pregando uma peça, tipo aquela coisa esperto-da-Capital-engana-a-bobinha-do-interior. Duvidei, porque achei absurdo, mas ele não se rendeu – perguntou à Garçonete na minha frente se não era verdade. Ela confirmou e disse que no réveillon eles sempre faziam uma festa de reinauguração para isso. Achei genial.

Percebi que havia um casal gay sentado na mesa atrás de meu amigo. Quando Chapeleiro se levantou, eu observei um dos rapazes e o achei absurdamente parecido com um ex-peguete de um amigo meu. Fiquei pensando, seria ele mesmo? A dúvida foi desfeita rapidamente: ele usava a mesma pulseira Armani Exchange ENORME e absurdamente brega de quando eu o conheci. Bingoooooooo!


Domingo


Fomos ao Café com Letras, um misto de restaurante, bar, café e livraria. Local gay friendly, ponto de encontro obrigatório antes da balada na Josefine, boate ao lado. Comi um sanduíche de filé com tomate confit di-vi-no!

Havia um casal muito fofo ao nosso lado: ela, mulata, cabelo cacheado, corpo escultural; ele, louro, olhos claros, pele muito branca e um nítido sotaque de estrangeiro. Ambos jovens, lindos e muitíssimo bem vestidos, chiques ao máximo bebendo vinho tinto. Comentei com Chapeleiro:
- Acho o máximo esses casais improváveis, esse contraste. O amor torna a humanidade muito mais interessante com essas misturas.

O mais engraçado foi quando os pedidos chegaram: uma salada e um sanduíche enooorme com fritas. Salada para ela e sanduíche para ele, certo? Bem, o Garçom também pensou assim, mas era o inverso: a comilona era ela! Achamos muita graça do fato.

Era cedo e eu não queria ir para casa, mas meu amigo trabalharia no dia seguinte. Então ele me deixou na fila da boate para esperar pelos amigos dele, que me fariam companhia lá dentro. Na fila...

(Continua)

sábado, 16 de outubro de 2010

Notas de viagem - BH - Out/10 - Parte I

Fui para Belo Horizonte no feriadão curtir as delícias da capital e a boa companhia do amigo Chapeleiro Louco.

Sábado

Peguei ônibus cedo, com a intenção de chegar em BH na hora do almoço e aproveitar o dia ensolarado que me esperava. Na viagem, fui premiada: uma mãe com DOIS filhos passando mal – um comigo e outro com ela no banco ao lado. Ela disse que tinha esquecido de dar remédio ao meninos antes de sair. Que mãe desnaturada é essa que deixa os filhos vomitando por 4h30 porque é "esquecida"?

Almoçamos em um restaurante gostosinho e voltamos para casa para descansar. Enquanto meu amigo dormia, fiquei navegando na net e resolvi dar uma caprichada no meu perfil do Facebook, que é a nova vitrine de quem quer parecer moderno e descolado ultimamente.

Curiosa que sou, quis ver se a Falecida 1 estava por lá. Bingo! Achei o perfil e vi que tinha 3 fotos dela. Contei o fato para o Chapeleiro depois:
- No facebook da Falecida 1 tem só três fotos - todas de rosto e de close. Sabe o que isso significa, né?
- Não, o quê?
- Que ela engordou HORRORES e não quer mostrar isso. Só a internet para nos proporcionar esses prazeres sórdidos...

À noite, ao sairmos, Chapeleiro me vem com a tirada irônica:
- Sabia que aqui em BH tem um bairro chamado Gorduras?
Morri de rir.
- Sério? Que engraçado!
Ele, muito sacana, e aproveitando o gancho da tarde:
- A Falecida 1 deve ser de lá.
Demos gargalhadas no ponto de ônibus.

Comemos bruschettas no café do cinema e assistimos a um filme francês delicioso chamado "O Pequeno Nicolau". Há muito tempo eu não ria tanto, de chorar - literalmente - em uma sala de projeção. Filme leve, inteligente e MUITO divertido, recomendo.

Adoro bruschettas (com trocadilho, por favor!)

Eu quis esticar na The L, uma boate sapa famosa de lá, mas, para minha tristeza, estava fechada para reformas.

(Continua)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Qual a sua sorte?


Em viagem a trabalho de carro essa semana, passamos, eu e uma colega da empresa, em frente a um acampamento de ciganos. Eu achei graça da cena – aquele monte de barracas com roupas
coloridas estendidas nos varais improvisados – e disse que não via aquilo há anos. Ela me contou uma história muito divertida de quando era criança e estava indo à padaria, mas uma cigana a interpelou no meio do caminho e fez previsões catastróficas ao ler a mão dela. Ela me disse que, muito assustada com as tragédias previstas, acabou entregando o dinheiro do pão para que o “feitiço” fosse desfeito. Sorte que a mãe dela riu da história quando ela chegou em casa de mãos vazias – mas com o futuro salvo.

Eu sou uma pessoa cética, que nunca foi a Cartomantes, Astrólogas e Quiromantes, porque eu não acredito que alguém tenha o poder de prever o futuro ou alterar o destino de outras pessoas. Acho muita graça quando leio panfletos oferecendo a clássica: “trago a pessoa amada em 3 dias”. Três é a média, né? A pessoa naquela urgência de amor não tem tempo de ficar esperando muito mesmo...

Ah, seria tão fácil se uma bruxaria pudesse resolver nossos problemas! Chefe mala te perturbando? Faça um bonequinho vodu, espete nele uns 5 alfinetes e pronto! Manso feito um gatinho! Tá sobrando dia e faltando dinheiro no fim do mês? Coloque 5 moedas em um pires, acenda uma vela verde e pronto! Salário triplicado no próximo contracheque. Aquela gata linda do seu trabalho não te dá mole, apesar das insistentes investidas? Roube uma caneta mordida do porta-lápis dela, espete em uma calcinha usada ainda quente do corpo e enterre no jardim – paixão garantida em uma semana!

Acho que essas mandingas fazem tanto sucesso porque muitas vezes queremos uma solução fácil para nossos problemas, ao invés de criarmos coragem para enfrentá-los – ou nos conformarmos que alguns deles simplesmente não têm solução. Analisar situações, tomar decisões e assumir as responsabilidades pelas conseqüências é mesmo tarefa difícil. Mais cômodo entregar o destino nas mãos de outra pessoa e deixar que ela leve a culpa caso algo dê errado...

Leitoras, vocês acreditam em previsões? Consultam Tarólogas e afins? E qual tem sido o resultado para vocês?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pátria de chuteiras

Não sei quanto a vocês, mas eu me canso freqüentemente de viver no “país do futebol”. Acho muito chata a obsessão que o Brasil - e seus homens - tem com esse assunto.

Andando na rua, só se vê futebol. Já reparou que as TVs à venda nas lojas quase sempre estão transmitindo alguma partida? E que tem sempre uma meia dúzia de desocupados que ficam na calçada atrapalhando a passagem só para ver as jogadas, não interessa o time pelo qual eles torcem?

Banca de jornal também é vitrine certa para o futebol, com seus periódicos esportivos mostrando a última futilidade da rodada, como a contratação daquele craque que mal sabe falar português e fazer uma conta de dois dígitos, mas que vale milhões de dólares porque domina uma bola. Jornal sério ninguém lê, mas o Lance qualquer pé rapado compra. O sujeito não sabe nem quem é o Vice Presidente da República, mas sabe o nome de todos os técnicos do campeonato brasileiro. Cultura inútil é isso aí!

Acho uma pena também que outros esportes não sejam tão valorizados. Vôlei, basquete, natação, ginástica, lutas etc. não recebem sequer um décimo da atenção e dos recursos que o futebol recebe. O que é injusto também pelo lado do machismo: nenhum esporte feminino atualmente dá audiência, gera lucro ou ocupa o horário nobre da TV.

Nem preciso falar da Copa do Mundo, né? Acabamos de passar por esse inferno: é futebol 24h por dia, nos noticiários, na decoração das ruas, nas propagandas de todos e quaisquer produtos - de motos a frangos, tudo passa a ser verde e amarelo. As indústrias param, o comércio fecha e ninguém trabalha para assistir àqueles pernas-de-pau, mesmo sabendo que não ganharemos nada de prático com isso.

Na minha academia, tem um monte de marombeiros que ficam fofocando o tempo todo enquanto malham (sim, eu acredito que homens falam mais que mulheres quando têm chance). Adivinhem o assunto? Futebol, claro. TODO SANTO DIA. Eles simplesmente não se cansam disso. Ainda bem que o mp3 player sempre me salva nessas horas.

Tem muita sapa que gosta de futebol e entende do assunto. Até acho legal quando as mulheres (gays ou não) invadem o terreno dos homens e dominam temas masculinos. Mas fanatismo - por qualquer coisa - me estressa.

Qual a relação de vocês com o futebol? Gostam, entendem e acompanham, ou são como eu, que se saturam com esse assunto?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Peixe fora d'água

Sábado fui a uma boate hétero com a Namorada. Conosco foram um amigo gay meu e um amigo hétero dele (que não sabia de nenhum de nós 3). Como chegamos cedo, antes deles, pois queríamos aproveitar a consumação, pegamos o lugar ainda bem vazio e pudemos observar as pessoas que iam entrando. Meninas de vestido, saia, blusas esvoaçantes, saltos enormes, cabelos chapeados e muita, MUITA maquiagem.

Comentei com Chanel:
- Estou me sentindo um peixe fora d'água aqui...
Ela:
- Eu também.

Não era para menos: éramos as duas únicas mulheres sem salto no lugar. E a Namorada, a única de All Star! Acho que isso nos denunciou: uma sapa que dançava freneticamente com um amigo biba ficou nos encarando o tempo todo. Quando dois rapazes se engraçaram para o nosso lado, e um deles chegou na minha namorada, ela, toda se achando íntima, bateu no meu braço e disse:
- Não deixa, não!
Não preciso dizer que fiquei MEGA sem graça, né?

Aquele não era mesmo nosso ambiente. Eu me diverti, dancei, ri das figuras exóticas, mas não estava totalmente à vontade, como se eu não pertencesse ao lugar. Por mais que queiramos fingir que não há diferenças, um ambiente hétero é muito distinto de um ambiente gay: as roupas, o modo de dançar, a atitude das pessoas e a interação entre elas... Eu realmente sonho com um dia em que não haja mais essa diferença, e os ambientes sejam uma deliciosa mistura de héteros, gays, bis e afins, com todos se respeitando e se divertindo, acima de tudo.

E vocês, quando experimentaram essa sensação de deslocamento? Em qual ocasião, em que lugar e por quê?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Votar em quem?


A política brasileira virou uma grande piada, todo mundo sabe e não é de hoje. Além da corrupção generalizada e da total falta de compromisso dos políticos com as necessidades dos cidadãos, ainda temos que agüentar as palhaçadas dos candidatos. A maior delas esse ano, até agora, foi mesmo a candidatura do Tiririca – “Pior que está, não fica”.

Mas nem é isso que tem me incomodado mais. O que eu acho preocupante mesmo é a falta de representantes para a causa LGBT no país. Assistindo ao horário eleitoral gratuito, observei que há candidatos defendendo os interesses de vários segmentos da população: negros, deficientes físicos, aposentados, motoboys, ruralistas, microempresários e tantos outros. Mas não vi ninguém levantar a bandeira dos homossexuais na TV. Pelo contrário, cheguei a assistir a um candidato se dizendo “contra o casamento homossexual, o aborto e a legalização das drogas”, jogando assuntos polêmicos em um grande balaio de gatos, como se fossem coisas semelhantes e tivessem tudo a ver entre si – fiquei chocada.

Eu acredito que a mudança de costumes também passa pelas leis, que muitas vezes são elaboradas para tentar corrigir injustiças históricas (vide o polêmico sistema de cotas nas universidades). O Judiciário até que tem feito a parte dele, aos pouquinhos, especialmente no Sul, com as adoções em nome de casais gays. Mas o Legislativo não tem colaborado muito conosco... O projeto de união civil é apenas um sonho distante e nenhum deputado tem defendido abertamente a causa. E a julgar pelo que tenho visto na TV, continuaremos assim por um bom tempo...


[UPDATE - 19/09/2010]

Nossa querida colega e combativa leitora Luh, do blog InsanaMente Lúcida, me enviou esta matéria com os candidatos comprometidos com a causa LGBT. Publico conforme recebi, a responsabilidade pela informação e os créditos são todos dela. Obrigada, Luh, por compartilhar esses dados conosco.

"ABGLT divulga lista parcial de candidatos que assinaram compromisso com as causas dos homossexuais

50 candidatos assinaram o termo de compromisso da ABGLT

SÃO PAULO – A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) divulgou nesta quinta-feira, 12, a lista parcial de candidatos que assinaram o termo de compromisso Voto contra a Homofobia, Defendo a Cidadania, elaborado pela Associação, em 29 de julho. A lista parcial conta com 50 assinaturas.
Dos candidatos ao posto de presidente, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL-SP) foi o único a assinar. Já candidato ao Senado, o ex-governador do Paraná Roberto Requião (PMDB-PR) – que tem um histórico de comentários aloprados com os homossexuais – foi o único a assinar.
Já ao posto dos governos estaduais, os candidatos Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), José Maranhão (PMDB-PB) e Paulo Búfalo (PSOL-SP) assinaram o termo de compromisso. Quanto aos deputados federais, este número é de 25, e 20 de candidatos a deputados estaduais.
De todos que assinaram, sete são assumidamente gays, uma é travesti e 42 aliados ou simpatizantes às causas LGBT. Nenhuma lésbica assinou até agora. Uma das reivindicações do termo de compromisso da ABGLT é em defesa do Estado laico, no qual não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais.
Projetos de lei – No Legislativo, a campanha pede o compromisso com a apresentação e aprovação de projetos de lei que promovam os direitos das pessoas LGBT, com ênfase no combate à discriminação, o reconhecimento legal das uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, e o uso do nome social de travestis e transexuais. Já no Executivo, a ABGLT quer que os políticos se comprometam com a implementação das decisões da 1ª Conferência Nacional LGBT e das Conferências Estaduais LGBT (2008).

Veja a lista dos candidatos que assinaram:
Presidência da República
Plínio Arruda Sampaio PSOL 40

Senado
UF Nome Partido Nº
PR Roberto Requião PMDB 151

Câmara dos Deputados
UF Nome Partido Nº LGBT/Aliado(a)
BA ED Brasil PPS 2323 Aliado
GO Marina Sant’Anna PT 1314 Aliada
MG Nilmário Miranda PT 1331 Aliado
MG Osmar Rezende PV 4324 Gay
MG Sander Simaglio PV 4363 Gay
PB Luiz Couto PT 1345 Aliado
PB Socorro Pimentel PT 1353 Aliada
PR Dr. Rosinha PT 1313 Aliado
RJ Gabriela Leite PV 4301 Aliada
RJ Jean Wyllys PSOL 5005 G
RJ Renato Cinco PSOL 5055 Aliado
RJ Vladimir Palmeira PT 1351 Aliado
RS Paulo Pimenta PT 1307 Aliado
RS Roberto Seitenfus PSOL 5070 G
SC Leonel Camasão PSOL 5050 Aliado
SE Iran Barbosa PT 1390 Aliado
SP José genoino PT 1313 Aliado
SP Iara Bernardi PT 1310 Aliada
SP Ivan Valente PSOL 5050 Aliado
SP Mara Gabrilli PSDB 4517 Aliada
SP Mateus Novaes PSOL 5095 Aliado
SP Maurício Costa PSOL 5013 Aliado
SP Paulo Teixeira PT 1398 Aliado
SP Renato Simões PT 1366 Aliado
SP Sargento Fernando Alcântara PSB 4010 G

Governador
UF Nome Partido Nº
BA Geddel Vieira Lima PMDB 15
PB José Maranhão PMDB 15
SP Paulo Búfalo PSOL 50

Assembleias Legislativas
UF Nome Partido Nº LGBT/Aliado(a)
AM Samara Soares PCdoB 65024 Aliada
BA Almir Melo PMDB 15555 Aliado
BA Lula Maciel PT 13800 Aliado
BA Marcelino Galo PT 13140 Aliado
BA Vânia Galvão PT 13133 Aliada
DF Alex Alves PDT 12789 Aliado
DF Julio Cárdia PV 43024 G
DF Michel Platini PT 13021 G
MG Labenert Mendes PT 13107 Aliado
MT Kiko (Odorico Ferreira Cardoso Neto) PT 13613 Aliado
PB Fernanda Benvenutty PT 13222 T
PB Socorro Brito PT 13135 Aliada
PR Fábio Camargo PTB 14014 Aliado
PR Professor Lemos PT 13013 Aliado
PR Tadeu Veneri PT 13131 Aliado
RJ Leonardo Giordano PT 13130 Aliado
SC Willian Conceição PSOL 50050 Aliado
SP Carlos Giannazi PSOL 50789 Aliado
SP Eduardo Amaral PSOL 50740 Aliado
SP Ibraim PMDB 15100 Aliado"

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Reinauguração


Queridas leitoras,

Conforme eu já havia anunciado que aconteceria, o Alice’s mudou.

Temos agora um novo e colorido layout; o cabeçalho eu desenhei à mão, com nanquim e aquarela, pois queria fugir do visual das artes feitas ao computador tão dominante ultimamente. Queria seguir em direção ao básico, ao artesanato, ao manual, ao pessoal. E não só no aspecto. Também no conteúdo.

Minhas colegas de escrita, Rainha de Copas e Miss Gray, não têm conseguido escrever aqui com freqüência. A primeira, por motivos de estudos, e a segunda, por ocupações de trabalho. Com isso, eu tenho sido responsável, já há algum tempo, por pensar em pautas para o blog sem fugir do foco “humor lésbico” – e confesso que a tarefa é árdua às vezes. Inspiração e oportunidade nem sempre andam juntas, e eu sofro quando passo dias sem que haja atualizações por aqui.

Ao mesmo tempo, eu vinha pensando em ter um blog paralelo, para comentar sobre outros assuntos que povoam o meu dia-a-dia, mas que nem sempre se encaixam no que o Alice’s se propõe a debater. Acabei chegando à conclusão que seria mais adequado não criar outro blog, mas ampliar os temas debatidos neste aqui. O foco continuará sendo o humor e o (naturalmente divertido) universo lésbico, mas os posts trarão também outras reflexões, e o blog terá um tom um pouco mais pessoal – sem se tornar intimista. Não é (nem nunca foi) minha intenção relatar aqui minha rotina, nem transformar o Alice’s em diário. Eu apenas gostaria de expor mais idéias e fazer algumas reflexões sobre fatos que observo, falando sobre o mundo LGBT, humor, feminismo, atualidades e uma pitadinha só de rotina pessoal. Rainha de Copas e Miss Gray continuam sendo co-autoras e serão bem-vindas a escreverem aqui sempre que quiserem.

Espero que vocês gostem das mudanças.


Beijos de Lesboland,

Alice