sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Sobre o apego nas relações lésbicas - um breve estudo - parte 1

Um fenômeno que eu tenho observado entre as sapas, e já há algum tempo, é o dos relacionamentos muito ruins que teimam em não acabar. Amigas em casamentos fracassados que não conseguem colocar um ponto final na relação. Casais onde a traição é frequente, e o sexo só acontece fora de casa, mas que não se separam. E tantos outros casos semelhantes.

Comentando sobre o assunto com Rainha Branca, chegamos a uma conclusão: sapas são muito apegadas. E este apego se manifesta de duas formas: apego de início e apego de fim.

O apego de início é aquele da piada clássica do caminhão de mudanças no segundo encontro. Aquelas duas que tomaram um chope hoje e amanhã já estão no abrigo de animais, adotando 3 gatos para a casa que será alugada depois de amanhã. Enquanto (a maioria dos) gays pescam alguém na noite somente para sexo pós-balada e nem querem saber de repetir figurinha depois, sapas querem compromisso. (Antes que vocês protestem: sim, eu sei que há exceções – homens gays em casamentos longos e mulheres gays v1d4 l0k4 pego-todas-e-não-me-apego-a-nenhuma). Quando juntas, a união de duas sapas é mais forte que a das ligações de hidrogênio. O que nos leva ao apego de fim.

O apego de fim é aquele dos namoros que sempre terminam, mas que não terminam nunca (o separa-volta-separa-volta, em loop). Este apego faz com que os relacionamentos durem ad infinitum, mesmo quando estão péssimos e nenhuma das duas sente mais prazer na companhia da outra. Quando não há mais gestos de carinho, e toda conversa vira uma guerra verbal mais sangrenta que episódio de Game Of Thrones. Mas ainda assim, elas não terminam.

Eu e Rainha acreditamos que o apego excessivo seja a causa de muito sofrimento. Por isso, estamos lançando a campanha “OLX Sapatão”. Funciona assim: se seu relacionamento tá uma merda, você simplesmente... desapega! A sapa que você não ama mais pode ser reaproveitada por alguém.

Desapega!

5 comentários:

Anônimo disse...

Minha historia. Briga, ciumes, todo tipo de drama possivel. Mas tem alguma coisa que nao me deixa que eu me afaste dela. Me disseran que eh carencia, jah que amor eu nao sinto mais entre nos. Triste realidade. Ainda bem que ao menos pulamos a etapa de ir ao abrigo de animais. Senao seria mais tragico ainda.
Um dia eu consigo reciclar minha vida amorosa. Fazer dela uma nova pagina bramca pra escrever uma historia de amor. Um dia ru ainda tenho esperanca de ter nao um final, mas uma continuacao feliz...!
Beju

NEGONA disse...

kkkkkkkkkkk interessante,mas tudo na vida passa por fazes,altos e baixos etc.Recomeçar ou começar depende do animo e disposicao tudo é válido so nao podemos deixar de amar

Anônimo disse...

Adorei a sua volta. Aguardo ansiosamente outra carta a uma presidente e carta a uma rainha.

Anônimo disse...

Volta de novo! Saudades hahahaha

Alice disse...

Ensaiando uma volta...