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terça-feira, 28 de junho de 2011

Aeromoça

                   

Aeromoça

Aeromoça, sexy, Aeromoça
Seu uniforme
Saia, lenço e meia fina
Minha fantasia
Seu andar firme
No saguão, no corredor, no avião
Minha tentação

Sua maquiagem
Feminilidade, vaidade
Meu encantamento
Beldade

Quando andam em conjunto
Lindas em seus saltos
No lobby, desfilando
Sorridentes
Despertam meu desejo
Fetiche em grupo

Queria tirar esse uniforme
Azul, cheiroso, engomado
E beijar sua boca
Vermelha de batom

Descer sua saia
Arrancar sua meia
Com o dente
Deixá-la somente
Com essa camisa branca
Leve de cetim

Arrancar-lhe um sorriso
Sacana de sedução
Fazer da minha cama
Sua cabine de avião

Me deixa sem ar
Pedindo oxigênio
Me sufoca de deleite
Na sua descompressão

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A idéia para o poema veio enquanto eu esperava minhas malas no saguão do aeroporto ontem quando um grupo de lindas Comissárias de Bordo da TAM passou todo faceiro ao meu lado. Rascunhei umas 6 páginas no bloco de notas que ando na bolsa e escrevi o poema no notebook, no ônibus a caminho de casa.
                        

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Lembranças fast food

         

No balcão de espera da lanchonete fast food, Ela viu um rosto familiar. Um rosto de muitos anos atrás, mas que continuava belo em toda a sua delicadeza. Um rosto que havia lhe chamado a atenção quando Ela ainda era uma adolescente ingênua de cursinho, e se descobria em suas primeiras atrações pelas meninas. Um rosto que a fazia alegre sempre que Ela o via pelos corredores do colégio onde havia estudado.

Aquela mocinha de cabelo escuro e pele clarinha tornara-se uma linda mulher de 30, e ainda tinha as mesmas mãos pequenas e delicadas que seguravam firme a caneta em dias de prova do simulado. Estava acompanhada de um sujeito meio feio, que parecia absurdamente deslocado para ela (mas menos feio que o último deslocado que ela havia namorado). E, talvez por provocação ou por pura coincidência, beijou-o apaixonadamente quando Ela se virou na direção deles com a bandeja em mãos. E eles se sentaram numa mesa próxima, ambos de costas para Ela, como um insulto hétero final às pretensões amorosas dEla de outrora. “Veja como estou feliz e apaixonada com meu namorado!”, parecia que ela gritava com sua atitude.

Mas elas se olhavam no cursinho. Ah, olhavam-se! E aquela mocinha de pele clara já havia sorrido para Ela naqueles corredores, e a acompanhava timidamente com os olhos quando elas se cruzavam no pátio, na cantina, nas salas de aula...

E agora vinha com essa, beijando rapazes na frente dEla... “Ah, garota...” pensou Ela, “Você pode beijar mil deles que não apagará aquelas trocas furtivas de olhares! Eu me lembro muito bem delas – e aposto que você também...”